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Entrevista com Emerson Souza Ferreira, Tratador do Parque

21/11/2017

Emerson Souza Ferreira, 34 anos, casado, nascido em Itaberaba – BA, onde concluiu o Ensino Médio. Hoje é um dos tratadores do Parque Vida Cerrado.

 


Quando começou a trabalhar no Parque?


Comecei a trabalhar no Parque em dezembro de 2015.


Como você se tornou um tratador aqui no parque?


Depois de muitas experiências profissionais em diversas áreas e uma pausa profissional de um mês resolvi tentar algo diferente para fazer. Tinha uma vaga para Serviços Gerais no Parque anunciada no Facebook. Era uma postagem antiga de uns três meses atrás que tinha salvo no celular. Mandei um e-mail, o pessoal me ligou e disse que a vaga era para Tratador de Animais Silvestres. Eu fui até o Parque, fiz a entrevista, fui aprovado

 


Como foi o início prático desse trabalho?


No começo não tinha experiência nenhuma com animais silvestres. No primeiro ano, o que aprendi me foi passado pelos tratadores que já trabalhavam na função e as orientações da veterinária.
Primeiro eu comecei na Nutrição preparando a alimentação dos animais de acordo com as dietas de cada um. Depois acompanhei como se deve entrar e sair dos recintos, observar o comportamento dos animais, observar se tem alguma coisa estranha e relatar para a veterinária responsável.

 


Em algum momento na execução desse trabalho você teve ou tem medo?


Tive medo sim, principalmente dos lobos e macacos. Para mim era novidade, eu nunca tinha tido contato com animais silvestres, só mesmo cachorro, gado, boi, vaca, etc. Com o passar do tempo eu fui vendo que a segurança está em primeiro lugar, ninguém precisa ter contato direto com o animal, a não ser que seja necessário e nesse caso, tem os meios e procedimentos de segurança.
Eu entrei no Parque numa época de mudança e hoje me sinto muito mais seguro em trabalhar aqui.
Em 2017 o Parque nos proporcionou um curso de Manejo de Animais Selvagens com o orientador Paulo Anselmo Nunes Felippe, que nos ajudou tirando dúvidas na teoria e na prática dos manejos.


O que te motiva nesse trabalho?


O que me motiva é o fato de você poder sempre melhorar no que faz, nenhum dia é igual ao outro. Os animais que estão aqui dependem de nós e nós deles. Gosto muito do meu trabalho pois sei que estou contribuindo para preservar algo que um dia possa vir a não existir.

 


O que você espera do futuro nesse trabalho? 


Eu espero sempre crescer profissionalmente, ajudando com o desenvolvimento do Parque, adquirindo conhecimento e que nosso trabalho traga bons resultados para todos, população e animais. Espero que as pessoas se conscientizem de que se a gente não cuidar, vai acabar.

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