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Entrevista com Thais Andrezza Mendonça Malta, Bióloga do Parque

14/11/2017

Thais Andrezza Mendonça Malta nasceu na capital paulista, mas cresceu em Guaíra, interior do estado.  Formada em Ciências Biológicas pela Universidade de Franca/SP, iniciou seu trabalho no Parque como Monitora de Educação Ambiental em setembro de 2016.

 


De onde vem o seu interesse pela Biologia?


Meu interesse por Biologia vem desde pequena, com muitas curiosidades nas diferentes formas de vidas existentes. A grande diversidade do mundo biológico me encanta. Adoro o contato com a natureza.


Como surgiu a oportunidade de trabalhar no parque e qual o foco do seu trabalho?


Tomei conhecimento de um processo seletivo no Parque para o cargo de monitora, ainda morando em Guaíra/SP. A seleção dos candidatos coincidiu com minha visita a Cidade de Luís Eduardo Magalhães/BA. Conheci o Parque durante a entrevista, me encantei e fui a candidata escolhida.


O meu trabalho está focado em monitorar as visitas pelo Parque Vida Cerrado, onde durante o percurso apresento e explico sobre o Bioma Cerrado, o trabalho executado pelo Parque com o criadouro conservacionista e o viveiro de mudas nativas. O interessante é que durante todo o trajeto há muita troca de conhecimentos entre eu e os visitantes.

 


Qual o seu maior desafio nesse trabalho?


Construir possibilidades de conscientização e cuidado da conservação da Fauna e Flora do Bioma Cerrado.  Ações nos ambientes naturais possuem grande potencial para a busca da melhoria nas relações humanas e para a transformação da relação homem-natureza. Quanto mais intensificamos e promovemos essas relações entre nós e o ambiente, mais desenvolvida será a consciência sobre as nossas responsabilidades e o cuidado que devemos ter com todas as vidas existentes no Planeta.
“Só cuidamos, respeitamos e preservamos aquilo que conhecemos, e que a ignorância traz uma visão distorcida da realidade (...)” Machado, A.B.M. Conservação da natureza e Educação.


Qual resultado alcançado de seu trabalho no parque mais te orgulha?


Além de todo o aprendizado que estou adquirindo sobre o Cerrado, o que mais me orgulha é do envolvimento da população, não só local, mas de toda região em querer conhecer sobre a importância e a riqueza oferecida pelo Cerrado, um dos Biomas mais ameaçados. Eu adoro a oportunidade de proporcionar esse contato direto com ambiente natural, pois vivenciar a natureza é um convite à restauração das relações humanas com o meio. “Sem encantamento o conhecimento não nos afeta de verdade”.

 


Qual o próximo resultado positivo pretende alcançar nesse trabalho?


Focar não só em Educação Ambiental, mas também em Educação Socioambiental.
Educação ambiental como processo transformador de atitudes e relacionando-a com a melhoria da qualidade de vida da sociedade e na Educação Socioambiental, atuar em diversos segmentos da sociedade para uma mudança de valores e posturas, tendo como grande objetivo aliar educação à sustentabilidade.


Acredito que projetos ou ações pontuais não determinam as mudanças de atitudes ou o despertar de uma consciência para um comportamento ambientalmente responsável, mas a vivência com a natureza é capaz de estimular o público, trazer verdadeiramente conhecimento e aprendizado socioambiental, para então, atingirmos as mudanças de valores que possam refletir em nosso meio ambiente.

 

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