Criadouro Conservacionista

Espaço para a conservação, pesquisa e reprodução de animais do Cerrado, dentre aves e mamíferos, sendo alguns ameaçados de extinção.

O Criadouro mantém cerca de 30 animais, de 10 espécies, sendo que todos recebem manejo específico e cuidados da equipe composta por médica-veterinária especializada e tratadores treinados.

Conheça as espécies do PFG:

Arara-azul-grande
Anodorhynchus hyacinthinus

Arara Azul grande

A arara-azul é a maior arara do mundo, podendo medir até 1 metro de altura. A força do seu bico pode chegar até 1 tonelada. Pertencente à lista de espécies ameaçadas de extinção, estima-se que sua população na natureza esteja em torno de 4000 indivíduos. Essa redução pode estar associada ao tráfico de animais e, principalmente, à destruição de seu habitat natural.

Arara-canindé
Ara ararauna

Arara canindé

A arara-canindé é um dos representantes mais conhecidos da família Psittacidae. Possui o bico preto e uma plumagem caracterizada principalmente pelo azul de suas asas e pelo amarelo de seu ventre, podendo chegar a medir até 80 cm de comprimento. Alimentam-se de sementes e frutos, e habitam beiras de matas e várzeas com palmeiras. Uma curiosidade interessante é que elas possuem uma relação monogâmica, ou seja, uma vez que formam casal, não se separam mais. Podem botar até 3 ovos e chocam entre 27 e 29 dias.

Ararajuba
Guaruba guarouba

Ararajuba

A ararajuba é um psitacídeo – ordem de aves que incluem as araras, papagaios e periquitos – que só ocorre no Brasil, nos Estados do Pará e Maranhão. Seu nome vem do tupi e significa "arara amarela". São animais bastante interativos e inteligentes, de aparência excepcional e que não passam despercebidos. Possuem plumagem amarela dourada, que brilha à luz do sol, e penas das pontas das asas verdes, lembrando as cores da bandeira brasileira. Trata-se de uma ave fiel, que fica sempre com a mesma companheira e, mesmo vivendo em bandos, na hora de acasalar e montar o ninho, o casal se afasta do grupo. Durante a incubação dos ovos, a fêmea fica dentro do ninho e, com o bico, prepara um colchão de serragem. O macho se encarrega de conseguir comida para a família até que os filhotes possam voar.

Bugio-preto
Alouatta caraya

Bugio preto

O bugio-preto é um dos maiores primatas do continente. Pouco ativo, passa a maior parte do dia em repouso. Vive em bandos de sete indivíduos, em média. O grupo é liderado pelo macho mais velho, chamado de capelão, que é responsável pela segurança do grupo, especialmente nas poucas vezes em que descem ao chão. Na espécie ocorre um fenômeno raramente visto em mamíferos, o dicromatismo sexual – coloração distinta do macho adulto em relação à fêmea. Por possuírem uma adaptação anatômica no osso hioide – atuando como ressonador de sua vocalização característica – é popularmente chamado de “macaco-uivador”. Também possuem uma cauda preênsil, presente nos macacos do novo mundo, que é utilizada como um quinto membro.

Cervo-do-pantanal
Blastocerus dichotomus

Cervo do Pantanal

O cervo-do-pantanal é o maior cervídeo da América do Sul, podendo pesar até 180 kg em vida livre, e uma das espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil, segundo lista oficial do IBAMA. Apenas os machos possuem chifres, que caem e são trocados periodicamente durante toda a vida do animal.

Ema
Rhea americana

Ema

A ema é a maior e mais pesada ave brasileira, além de ser a mais primitiva da América do Sul. Pertence ao grupo das ratitas, que são aves grandes, pernaltas e que não voam. Apesar de não voar, corre muito, atingindo até 60 km/h. São aves catadoras que andam e pastam à procura de qualquer pequeno animal que esteja ao seu alcance. Comem coquinhos e pedrinhas que auxiliam na trituração do alimento. São importantes dispersoras de plantas, pois eliminam as sementes nas fezes. É o macho que cuida dos filhotes, ensinando-os a comer e dando toda a proteção que necessitam.

Gavião-do-rabo-branco
Buteo albicaudatus

Gaviao do rabo branco

O gavião-do-rabo-branco é um animal grande, pesando cerca de 950 g e podendo ser encontrado dentro de cidades. A denominação “albicaudatus” significa cauda branca; “albi” deriva de albus, branco, enquanto “caudatus” deriva de cauda. A espécie também é conhecida por curucuturi, gavião-branco, gavião-de-cauda-branca e gavião-fumaça. Alimenta-se de insetos, répteis, mamíferos, anfíbios e até outras aves de menor porte, além de vasculhar estradas em busca de animais atropelados e procurar queimadas para capturar animais no solo ou em pleno ar, espantados pela fumaça. Pratica a caça de espreita, lançando-se sobre a presa de um galho, tronco, estaca ou mesmo de postes de iluminação. Plana à procura de alimento. Constrói o ninho sobre árvores ou rochas com galhos secos.

Lobo-guará
Chrysocyon brachyurus

Lobo Guará

Um dos canídeos mais ameaçados, o lobo-guará é um animal tímido e solitário, que está se extinguindo devido à destruição dos cerrados que habita. É o mais bonito e elegante representante de sua família no Brasil e o maior canídeo da América do sul. Sua cor avermelhada deu origem ao seu nome (guará = vermelho). Apesar de ser classificado como carnívoro, está comprovado que 40% de sua dieta é de frutos, sendo considerado um grande disseminador de sementes, fato este importante para a manutenção das espécies vegetais do Cerrado.

Tamanduá-bandeira
Myrmecophaga tridactyla

Tamanduá Bandeira

Este mamífero, que se encontra na lista oficial de espécies ameaçadas de extinção, é absolutamente inofensivo ao homem e a outros mamíferos, além de muito importante para o equilíbrio ecológico, devido a sua alimentação. Suas características mais marcantes são o focinho longo e fino e a cauda em forma de bandeira, o que lhe conferiu seu nome. Possuem hábitos crepusculares e solitários, sendo que os casais se encontram somente no período reprodutivo. Possuem garras muito desenvolvidas nas patas dianteiras, que servem para destruir cupinzeiros, sua principal fonte de alimentação. O tamanduá-bandeira, quando dorme, geralmente se deita de lado em um buraco raso que cava no solo e coloca a cauda sobre o corpo para ajudar a conservar a sua temperatura corporal, de aproximadamente 34°C – baixa em relação a outros mamíferos – e também para se camuflar durante o sono. Esse animal não possui dentes e seu consumo diário pode chegar a cerca de 30.000 cupins/formigas. Normalmente, a fêmea tem um filhote por vez e o cuidado parenteral é intenso, sendo o filhote usualmente carregado no dorso da mãe por vários meses.

Veado-catingueiro
Mazama gouazoubira

Veado Catingueiro

O veado-catingueiro não está na lista de ameaçados de extinção, mas é um animal muito perseguido pelos caçadores. Tem uma grande importância como disseminador de sementes.

Colhendo Frutos

  • Desde a sua criação já nasceram 12 animais no Parque.
  • Desenvolvimento de 4 monografias, 1 dissertação de mestrado, 1 projeto sobre enriquecimento ambiental e/ou comportamento dos animais em cativeiro (bugio, lobo, ararajuba e arara-azul), colaboração em tese de pós-doutorado e 8 apresentações de resumos em congressos nacionais e internacionais. Além de parcerias e colaborações em trabalhos de graduandos e pós-graduandos de universidades no Brasil inteiro.

Linha do tempo de nascimentos de animais no PFG:

  • 2008

    1 cervo-do-pantanal

  • 2009

    2 ararajubas

  • 2010

    2 ararajubas
    1 bugio

  • 2011

    1 bugio
    1 veado-catingueiro

  • 2012

    2 veados-catingueiros
    1 lobo-guará

  • 2013

    1 bugio


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